Cárcere e Cotidiano: Vivências de homens indígenas em Estabelecimento Penal do Cone Sul de Mato Grosso do Sul (2011-2025)
Palavras-chave:
Cárcere; Povos indígenas; Sistema prisional; Ressocialização; Mato Grosso do Sul.Sinopse
A obra analisa as experiências de homens indígenas no sistema prisional, tomando a escrevivência de Conceição Evaristo como referência para compreender a escrita, a memória e o relato de vida como formas de resistência e reexistência no cárcere. A partir de caderno de campo e entrevistas orais, o estudo evidencia como o racismo estrutural, a invisibilidade institucional e a ausência de políticas públicas específicas tornam o ambiente prisional ainda mais excludente para homens indígenas. Práticas cotidianas como música, vínculos afetivos e religiosidades aparecem como estratégias fundamentais de preservação da saúde mental, da dignidade e da humanidade. A pesquisa demonstra que o regime semiaberto se mostra inviável para muitos indígenas, pois exige deslocamentos diários ao presídio sem considerar a distância das comunidades e as condições socioeconômicas dos apenados. Conclui-se que a ressocialização efetiva exige políticas prisionais humanizadas, culturalmente sensíveis e socialmente justas.
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